quarta-feira, 30 de maio de 2012

Reiki - Parte I


Conceituar reiki  não é uma tarefa fácil, para entendê-lo, é necessário viajar pelos caminhos históricos que fundamentaram vários dos componentes que o definem, bem como os conceitos de matéria e energia, física moderna e física quântica. Por incrível que pareça entender reiki exige que façamos um caminho pela ciência.


O seu descobridor foi Mikao Usui,  um monge japonês  que dedicou parte de sua vida para estudar e posteriormente divulgar o seu trabalho de pesquisa que resultou no caminho de sua existência.

O reiki tornou-se manifesto a partir do estudo e entendimento de algumas técnicas milenares advindas do conhecimento da sua prática budista e posteriormente das viagens em busca de entendimento e respostas para aliviar a dor e sofrimentos humanos.

Mestre Mikao sentia-se triste e impotente frente ás desgraças e sofrimentos que assistia , muitas vezes questionando-se sobre qual forma de poder ajudar de maneira mais eficiente, sem que as pessoas tivessem que ficar anos em treinamento, meditações e técnicas para obter equilíbrio e energia saudáveis.

Sua busca encontrou respostas nos manuscritos em sânscrito que ele pesquisou nas viagens para o Tibete e Índia, documentos estes que relatavam os caminhos e técnicas utilizados para chegar a iluminação que Buda utilizou. Ali haviam símbolos e mantras que inicialmente, apesar de importantes e poderosos teriam que ser utilizados dentro do contexto e práticas budistas, além do mais, Mestre Mikao precisou aprender sânscrito para melhor utilizar este tesouro que estava em suas mãos.

O DNA do reiki é composto por conhecimentos obtidos graças aos primeiros cientistas intuitivos, os yogues, de aproximadamente 7.000 anos atrás, que empenharam-se a conhecer e entender os grandes e maravilhosos recursos que possuímos quando em profunda meditação e comunhão com o universo.


Em suas práticas intuitivas, ao se concentrar em um alto nível de percepção puderam sentir em diferentes partes do corpo , movimentos de energia bioplasmática amplas e posteriormente com maior concentração ainda, perceberam que estes movimentos produziam sons. Ao concentrarem-se ainda mais perceberam que estes vórtices ao serem estimulados produziam uma contra resposta criando uma ressonância que percorria todo o sistema biopsicofisiológico.

Ao repetir a experiência, perceberam que as respostas eram sempre as mesmas, com variações proporcionais  ao estado vibracional de cada um.
De todas as frequências percebidas, cinquenta foram classificadas como básicas ou estruturais, de onde todas as outras variações possíveis provinham. Seus sons registrados e repetidos na frequência exata provocavam estímulos na frequência bioenergética.

Destes sons, surgiu a língua mais antiga da humanidade o sânscrito, até hoje o sânscrito clássico  é formado destes cinquenta fonemas.
Com a experimentação no campo das inter-relações  e as combinações de frequências vieram os poderosos mantras, capazes de inumeráveis prodígios aqueles que os dominavam. 


Aos vórtices de energia descobertos eles denominaram de chakras que em sânscrito significa “roda”, estes são centros de energéticos  responsáveis por complexas e inúmeras funções no corpo humano. É através dos chakras que perdemos energia quando estamos em sofrimento físico e emocional, pois cada chakra é um ponto coletor de uma área determinada de conflito e desenvolvimento, mas é também através deles que obtemos saúde e bem estar fisco, emocional, psicológico e espiritual.

Reiki é uma palavra japonesa que pode ter vários significados diferentes, consiste em dois kanjis , rei e ki.

Rei pode significar espírito, alma ou fantasma. Ki pode significar energia, atmosfera, mente, coração, sentimento ou humor. Juntos os kanjis formam uma ideia, ou  seja, reiki é uma energia que atua, circula e permeia a alma,  espírito ou humor.

Esta é uma primeira etapa de conhecimento para entender o reiki, nos posts que virão falarei de que forma o reiki atua e o por que é uma técnica tão encantadora e acima de tudo eficiente.


Abraço carinhoso,

Cris.

Fonte: Anotações e pesquisa do material de mestrado em reiki com o Mestre Marco Aurélio da Fonseca.

domingo, 27 de maio de 2012

Perdas e Ganhos



Penso que o que estou sentindo deve ser, junto com o amor, uma das coisas mais antigas da humanidade.

Estes sentimentos são gêmeos, moram juntos, quase um dentro do outro, e às vezes acho que sim!  São complementares, irmãos, são como o copo e a água um precisa do outro, conhecendo um conhecemos o outro.

Estão em harmonia e em um segundo instala-se o caos, e assim também é verdadeiro quando ao contrário. Alimentam-se, e ao mesmo tempo quando estão em nós fervilham de pensamentos nossa mente e coração.
Junto com o amor, o medo da perda vem no kit da sobrevivência, no mesmo pacotinho embalado a vácuo, quando um respira o outro se inspira e neste momento utilizamos outros sentimentos já adquiridos para sobreviver ao insistente vai e vem deste processo.

Perdi, há pouco tempo perdi feio, como nunca antes, desabei, comprimi e em algum lugar com algum equipamento invisível e poderoso alguma coisa me puxou para um lugar que não conheço, segurou com mão firme, me cobriu os olhos, tampou meus ouvidos e me permitiu apenas respirar.

Foi o que fiz, respirei. Apenas respirei.

O único lugar disponível para mobilidade foi para dentro, o único som que ouvi foram as batidas do meu coração e minha respiração e a única luz que lentamente foi surgindo foi da fé, única luz, única!

Em alguns segundos, abriu-se entre nós um universo completo, inteiro, com sóis e galáxias, uma viagem apenas para um, um bilhete, apenas um lugar, apenas um passaporte e bagagem nenhuma, nem roupa, nem bolsa, nem perfume.

E você foi, apenas foi. Embarcou sozinha, não levou nada, respirou forte, acho que para tomar impulso, e foi.

E o universo se fechou, fechou a porta, desintegrou, desapareceu e eu fiquei, chamando, chamando, chamando.

Antes de tudo veio o amor, que é fonte de tudo o que existe, antes de tudo veio o sopro, antes de tudo veio a luz, e acima de tudo está DEUS que é todas estas coisas, desta forma antes de tudo veio Ele.

O que veio antes de tudo então?

Esta sou eu, ouvindo o silencio de olhos vendados.

Mas depois de tudo, veio você mãe, depois de você eu vim e depois de mim veio a Vanise, foi quando percebi que lá onde eu estava ela respirava ao meu lado, também apenas respirava.

E entendi que antes de tudo vem o amor, ele chega primeiro, o medo vem depois, bem depois, escolhemos qual abrir primeiro quando pegamos o pacotinho, é o tal do livre arbítrio.

Perdas são perdas, não há o que explicar, é algo que vai embora, some do seu olhar, da sua presença para lugar desconhecido, sem mapa, sem som, nem toque, nem riso, nem sonho. E eu perdi. Isso eu perdi, nunca mais o abraço, nunca mais o beijo, nunca mais você aqui, nunca mais eu com você assim.

Este é o medo.

Ganhos são ganhos, não há o que explicar, é algo que chega, aparece na sua frente de lugar desconhecido, nem sempre com mapa, mas sempre com caminhos, com possibilidades, entendimentos, você compartilha, divide, multiplica, enriquece, ilumina e inspira.

Este é o amor.

Com ele veio você, eu e a Vanise



Comigo veio o Victor.



Com a Vanise veio a Mariana e o João Pedro.



Como disse antes, o amor e o medo da perda vivem juntos, mas agora eu sei mãe, o medo não poderá ser mais forte do que o amor, o meu medo perde força por que é sozinho, perde impulso por que não tem ar, fica cego por que dei a minha venda para ele, segurei na mão da minha irmã, respiramos juntas agora e assim o medo perdeu! O amor vence mãe! Por que este sim, este...É infinito!



domingo, 13 de maio de 2012



 A conversa dos meus sonhos

Seria tão bom se nos fosse concedido, uma vez na vida em algum momento específico, uma conversa especial.
Se este pedido fosse concedido, certamente eu o usaria agora, por que somente agora tenho um assunto especial para uma pessoa específica.
Eu escolheria um dia que era sempre motivo de sorrisos e alegrias bem vivos na minha mente e coração, pois foi vivido várias vezes desde que mudei para longe, e o último agora à pouco, em Fevereiro. A situação se desenhava assim, eu ligava e dizia:
- Oi mãe! Tudo bem? Saudades querideza! O que você está fazendo?
A resposta vinha de acordo com o horário.
- Oi filha! Tudo bem meu amor! Estou lendo o jornal e você?
- To indo para o consultório mãe, deu saudades e resolvi te ligar!
Neste momento sempre ouvia uma risada, daquelas que as mães dão quando recebem um mimo de filho, sabe como é?
- Ah! Querida!  A mãe está com saudades também.
- Mãe! Como está o tempo aí?
- Ta frio, mas por que?
-Ah! Por que preciso saber se é para levar casaco!
Agora  vem a minha parte favorita:
- Aaai que bom você está vindo? Quando? Que horas? Coisa boa filha, mas que coisa boa! Então desde agora vou ficar aqui sentadinha te esperando, até a hora de você chegar.
Esta parte sempre vinha com risos, por que sempre perguntava como ela iria fazer isso, pois e o almoço? E o banho? E o jornal? E a saidinha para molhar a grama com a minha irmã?
Ela ria, ria e dizia assim:
- Eu paro de comer sem problema por que estou gordinha, o banho você me dá quando chegar e a saidinha para molhar a grama eu faço sentada mesmo por que aonde eu vou a cadeira (de rodas) vai também.
Risada de ambas! O tom alegre adicionava leveza para o dia de trabalho.
- Mãe to chegando no consultório falamos depois tá? Se cuida aí, beijo na Belinha (cachorrinha amada dela), te amo!
- Cristina! Espera! Tu esta dirigindo e falando no celular minha filha?
Apesar de já ter explicado mil vezes que estava falando no viva-voz a pergunta sempre vinha.
- Não mãe! Estou no viva-voz lembra? Já te expliquei que não precisa segurar o aparelho.
-Ah tá! Então vai, filha, fica com Deus, se cuida beijo a mãe te ama!
-Te amo mãe, fica com Deus também beijo!
Termina a conversa e um calor no coração alimenta minha alma. De uns tempos para cá, eu soube valorizar este momento, sentia a necessidade de ouvir a risadinha depois do: “Oi filha!” e por isso fazia um tempo que ligava todos os dias, no mínimo uma vez, às vezes três vezes para falar bobagens, comentar a novela, ou contar alguma besteira.
Hoje, especialmente hoje, se um pedido me fosse concedido, usaria este da conversa especial mãe! Por que desde que você se foi, o percurso para o meu trabalho só não tem sido vazio e solitário, por que agora ligo para a Vanise, o que é ótimo, este hábito de entrar no carro e te ligar precisava encontrar um correspondente, mas quantas saudades da tua voz!
Passei vários dias, muitos mesmo, pensando no que eu diria se pudesse estar com você para esta conversa, treinei, falei coisas sem importância, tentei ser poética, busquei um tom mais sério e não deu certo, principalmente por que estaria fugindo do que eu sou.
 Não sou nada disso, nem séria nem poética, sou apenas esta filha meio estabanada, às vezes esquecida e muitas vezes atrapalhada em algumas coisas, mas que segundo a tua opinião, bagunçada por fora e organizada por dentro.
Pensei que seria importante pedir perdão por algumas coisas, tenho certeza de que fiz coisas que te magoou, te deixou triste e te fez chorar, e por isso, desculpa mãe, desculpa mesmo, foi burrada daquelas que a gente faz e só se dá conta depois, mas julga que se tem tempo para desfazer, e eu não sei se tive este tempo.
Daí lembrei que, quando por algum motivo me sinto triste por algo acontecido com meu filho, aquilo dura segundos, e depois tudo volta a ser como antes, por que coração de mãe é isso mesmo, não fica segurando as coisas por muito tempo, e me senti melhor, mas sei também o quanto é bom quando os filhos voltam e se desculpam, eu fiz isso com você, me desculpei mas já estava saindo e não vi como isso ficou depois.
Enquanto estava treinando a conversa, lembrei do dia em que passamos rindo desde a hora do almoço, por que, de brincadeira fiz a boca da Janete (do Zorra Total) e te chamei para comer, você encostou para trás e riu para valer!
 Rimos uma da risada da outra, e quanto mais eu falava daquele jeito, mais você ria e eu ria de você rindo de mim! Esta gracinha preencheu nosso dia inteiro!  Quase não conseguimos comer por que a risada vinha espontânea e aos montes, fazendo a gente cuspir o macarrão lembra?
Você dizia: “Como você me faz rir!” Essa memória tem me confortado ultimamente.
Mas meu treino não deu muito certo, tudo isso são lembranças que agora vem no kit da enorme saudade que sinto de você, só agora entendo algumas coisas, e o fato de estar em frente a você me faz calar. Isso acontece por que entendi sentimentos e muitas vezes, estes são difíceis de verbalizar, as palavras não cabem.
Então resolvi que poderia falar o que aprendi com você, e tudo se complicou, por que a lista é enorme e precisaria um capitulo de algum livro, talvez aquele que você sempre pediu para eu escrever e eu sempre disse que não me sentia capaz.
Bobagem filha! Você dizia, escreve como você fala, é tão bom te ouvir e com certeza vai ser bom te ler!
Quanta coisa pude ser nos teus sonhos, bailarina, musicista, pianista, psicóloga, escritora, mãe e filha mais velha. Caminhamos juntas até meus cinco anos, e depois chegou minha irmã linda, eu já disse isso, mas vale dizer de novo: obrigada por ela tá mãe?
Você disse no dia da sua partida: “Fiquem juntas, por que quando eu for embora, vocês só terão uma à outra!”.
Ambas temos famílias lindas, nosso pai, três irmãos amorosos e presentes em nossas vidas por parte de pai, filhos lindos, maridos maravilhosos, tias, primas, cunhados, mas somente minha irmã é testemunha do que eu fui e vice versa.
Talvez esta conversa fosse muito longa e talvez você não pudesse ficar muito tempo, então pensei em algo que pudesse resumir tudo isso de forma simples e clara.
A conversa dos meus sonhos acabei de entender, não seria uma conversa, seria apenas uma declaração.
Eu ficaria em frente a você, te daria um monte de beijinhos daqueles que te fazia fechar os olhos e rir, ficaria um tempão abraçada e depois diria:

- EU TE AMO MÃE! Parabéns pelo dia de hoje minha querideza!

PS: A conversa dos meus sonhos quem sabe, seja o título do livro que ainda vou escrever tá? Beijo depois a gente se fala, fica com Deus mãe!



Nossa foto do dia das mães ano passado

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pesquisa: O que você quer ver?

Olá pessoas queridas!

Estou fazendo uma pesquisa e preciso de ajuda. Tem a ver com o fato de ser turista, ou a vontade de ser. Explicando melhor, pense em uma viagem que você gostaria de fazer, em todas as coisas que gostaria de conhecer, os lugares, os passeios etc.. Esta viagem é a realização de um sonho, algo esperado e planejado, e finalmente realizado, dentro deste contexto pense também no lugar em que você irá se hospedar, independente do numero de estrelas, mas avaliando tudo o que você gostaria de encontrar no hotel em que você estará.



Se está com crianças, sozinho, em casal, em grupo ou em dupla. O que você espera encontrar quando chega neste hotel?  Como espera ser atendido? O que te surpreenderia positivamente e negativamente? O que faria você lembrar deste lugar?

O que você espera encontrar quando chega em uma cidade desconhecida e hospeda-se em lugar que por uma noite ou alguns dias será a representação da sua casa?

Esta pesquisa será de grande ajuda, ela não esta em formato convencional, por que me agrada muito mais saber as informações em forma de relatos do que em forma de perguntas.

Assim que tiver algumas respostas posto aqui mesmo o resultado, isso vai nos ajudar a dar um tom mais simpático sem deixar de ser competente na forma de receber nossos turistas.

Obrigada

Beijo!!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O que você viu?

Olá!


Estou abrindo um novo marcador! Ele é a sua janela de viagem, vá, divirta-se e depois divida com a gente o que você achou! Conte como foi sua viagem, dê suas dicas, o que voce gostou ou não! 


A Helga está inaugurando este novo momento, e estou muito feliz por isso, tive grande alegria em participar um pouquinho deste aventura através do blog!

vamos ver o que ela achou!!


                Bom, tenho certeza de que as coisas não acontecem por acaso em nossas vidas. Em junho, uma amiga me chamou para uma viagem, em outubro, para Viena, Berlim e Praga. Nós e mais duas. Aceitei na hora. Adoro conhecer novos lugares. Mas, de repente, essa minha amiga mudou de cidade - não de emprego, e resolveu adiar essa viagem. Fiquei triste e, como já estava com essa ideia de viagem, comecei a pensar para onde, então, eu poderia ir sozinha - ou com outra pessoa, caso alguém topasse. Tinha outra amiga que queria ir pra Paris - então, falei que iria caso ela aceitasse passar pela Itália... rs mas acabou não indo também. Caramba! Então, pensei: por que não ir finalmente ao Egito?? Um lugar que sonho desde criança - sempre fui apaixonada, fascinada pelas pirâmides, pela história de lá! Só que havia um problema: ninguém quer ir comigo; e ainda fazem cara feia ou me perguntam: "o que vc vai fazer lá?". Fora comentários tipo: vc vai se decepcionar; é um lugar horroroso. Ok. Tem que ir pra ver. Como eu tinha receio e um pouco de medo de ir sozinha (afinal, um país com uma cultura bem diferente...), vasculhei a internet atrás de uma excursão. E pra minha felicidade encontrei!!! Decidi: vou!! E foi tudo muito rápido! No dia seguinte já estava fechando com a empresa. A vida é engraçada mesmo: eu tinha certeza de que um dia iria ao Egito; só não imaginava que seria esse ano!! rs 



                                                           Esfinge de Gizé


Eu sou suspeita pra falar, mas, se sem conhecer já gostava, agora eu AMO! Lugar perfeito não existe. Assim, lá também tem seus problemas, seus lugares bonitos, seus lugares feios, seu lugares sujos. Super normal. Dos lugares que conheci, gostei de todos! Cada templo mais lindo e emocionante que o outro! Estar ali, tocá-los e tentar imaginar como construíram, como devia ser na época deles, é demais!!! Pra quem gosta dessas coisas, vale muito a pena!!! Tanto que pretendo voltar lá, com certeza. O que eu achei um pouco chato, são os vendedores. Tudo bem que é em qualquer lugar, mas lá é demais! rs Vc desce do ônibus, do carro, e eles já estão em cima de vc pra tentar vender alguma coisa. Algumas vezes vc compra pra ajudar mesmo, pois eles vivem muito do turismo. E se vc pechinchar, sai barato. rsrs No meu grupo, o pessoal comprou muita coisa!!! Agora, final de setembro, também é o fim do verão deles - a temperatura estava ótima! Calor, mas um calor agradável. Dicas: se for em pacote, excursão, levar sempre dinheiro extra, pois eles vão te oferecer passeios opcionais que têm que ser pagos em dinheiro. Também pra comprar várias coisas... rs inclusive os famosos lençois de 1000 fios... bem mais baratos que no Brasil... Água, sempre mineral. Outra coisa: nosso guia disse para nunca entregarmos nossas máquinas fotográficas nas mãos deles para tirarem nossa foto, pois parece que eles tiram a foto e saem correndo com elas. Depois voltam e te vendem a sua própria máquina!! Não vi acontecer... mas também, ninguém fez isso. rs Em todos os lugares, existem vários deles se oferecendo pra sair na foto com vc ou tirá-las. Lembrem-se da máquina e da gorjeta... Tudo eles querem gorjeta.. rs Então, tem que ter sempre dinheiro trocado para pagar banheiro e outras coisinhas. E curta cada segundo da sua viagem. Tenho certeza de que não se arrependerão!! 

Depois de ouvir tantos comentários negativos sobre o Egito, tive medo de realmente me decepcionar com essa viagem. Mas, como já falei, amei!! Foi muito mais do que eu esperava!! 


                                                          Templo de Karnak

                                                                      Pirâmides de Gizé

                                                         Templo da Rainha Hatshepsut

                                                          Passeio de Balão

                                                                  Festa temática

Valeu Helga, pelo depoimento e pelas dicas Beijão!!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

20 - A Cidadela de Salah-El-Din no Cairo



Entre conversas em árabe e espanhol, Haissan divide-se em atenção, enquanto isso estamos, eu e a Pri, conversando na língua do “i”, como disse antes, foi a única forma de falar e comentar as coisas sem que ele entendesse, e também uma pequena retaliação por ele estar sempre falando em árabe na nossa frente sem traduzir nada...rsrsrs...ele entendeu isso e perguntou que língua falávamos, eu disse que era um dialeto inventado por mim. Imediatamente ele quis aprender!

- Ah, me ensina então! Ele disse.
- Ok, você me ensina árabe? Respondi.

Caímos todos na risada! Impossível qualquer uma das situações.

Estamos chegando a um complexo de construções maravilhosas e um dos pontos turísticos mais populares do Cairo, situada sobre um esporão de pedra calcária, é parte do Morro do Muqattam, conhecido como uma das mais belas vistas da cidade do Cairo. É também chamada de a Cidadela de Saladino.
Esta cidadela foi fortificada por Saladino no sec. XII em 1176 para defendê-la contras os ataques dos cruzados, na parte interna da fortaleza se encontram a magnífica Mesquita de Mohamed Ali e a Mesquita El-Naser Mohamed, a única edificação mameluca que resta na cidade.

O filme mostra o ritmo das nossas caminhadas.

Sabe...Hoje olhando as filmagens e lembrando todas as peripécias do Haissan...até acho graça!

A regra é: Eu caminho na frente, vocês me seguem e eu fico chamando vocês! Olhem só!



Olha a foto que foi feita a pedido!









Enquanto entramos, Haissan esforça-se em explicações e cuidados, responde perguntas e tenta falar com calma!
 Maaaas...ele só tenta...veja no video ele falando sobre a construção enquanto alguns homens fazem a manutenção do lugar que felizmente esta sendo revitalizado...daria um doce para quem me traduzir o que ele diz para o pobre homem que está fazendo seu trabalho...Ahh! Depois vale a mesma regra do “eu vou correndo na frente e blá...blá...blá!



O dia está bem quente, no entanto, a visão que temos da Mesquita de Muhammad Ali é tão deslumbrante, tão arrebatadora, que nem o sol nem o calor são capazes de atrapalhar. É uma construção belíssima, maravilhosamente rica em detalhes. É também conhecida como a Mesquita de Alabastro, devido ao seu belo revestimento em pedra.
Construída durante os anos de 1830 e 1848 por Muhammad Ali Pasha em honra a seu filho primogênito que havia falecido pouco antes, a mesquita está em um ponto de destaque dentro do complexo da antiga Cidadela de Saladino. Em estilo otomano, é uma das maiores mesquitas já construídas, e passa dos 80 metros de altura.
     Os tapetes do interior da mesquita são ainda os originais, e o túmulo de Muhammad Ali Pasha, em mármore carrara, pode ser visitado logo na entrada principal.

                                                     Foto do site: http://www.eujafui.com.br/

Uma das curiosidades do local é o relógio em bronze que fica no pátio aberto, e que foi recebido como um presente do Rei Luis Felipe, da França, em retribuição ao obelisco do Templo de Luxor presenteado pelo soberano egípcio Muhammad Ali e que se encontra hoje no centro da Place de La Concorde, em Paris. Já comentei isso no post de Luxor.

                                                 Foto do site: http://www.eujafui.com.br/

Outra curiosidade, é a semelhança com a Mesquita Aya Sophia em Istambul (comento sobre ela depois), e não é por acaso, pois, o arquiteto foi o mesmo em ambas.

Estamos ansiosas, pois, à medida que chegamos perto da mesquita aumenta a curiosidade de conhecer esta maravilha por dentro, logo percebo um detalhe, nossos lenços ficaram no carro, não sabíamos que a visita seria agora, e por experiência sei que não estamos com os trajes adequados para entrar. Comento com a Priscila e ela na mesma hora diz:

- Mas é brincadeira, por que ele não avisou que a visita seria agora? Como vai ser?

Ele ouviu, acho que ele tem olhos e ouvidos atrás da cabeça também, por que enquanto caminha na frente consegue “ver” e ouvir tudo!

- Não se preocupem! Vocês podem alugar a roupa para entrar.

- Ok! Disse a Pri. Nossos lenços estão no carro, você não avisou da visita na mesquita, então agora você resolve!

Ele ficou sério e disse:

- Mas é bem baratinho!

A Pri riu e falou:

- Melhor pra você então, nem vai gastar muito! E começamos a rir da carinha que ele fez!

Rapidamente ele encaminhou-se e começou a conversar com o cara que estava na entrada, acho que explicando, não sei...o fato é que ele falava e ria e nos apontava...em outra encarnação vou aprender árabe!


Quando nos chamou, nossas roupas estavam separadas foi só vestir, tirar os sapatos para começar o deslumbre!





 Seguimos enfim, para dentro da mesquita, e ao chegarmos, ouvimos a chamada para a oração o que considerei acolhedor, e senti estar na hora certa e no lugar certo, não sou muçulmana, mas achei muito simpática a coincidência de horário e lugar.







O lugar é lindo, deixo as imagens falarem por si, o áudio ficou um pouco prejudicado, pois haviam pessoas usando o aspirador no momento, mas vejam que beleza!


 


Após uma breve explicação sobre o Islã, terminamos a visita com uma bela visão do Cairo, agora é perfeitamente compreensível o porquê é um dos lugares mais visitados, a vista panorâmica da cidade é espetacular, além de estratégica.

Minha câmera-girl tremeu um pouquinho, mas fez imagens lindas!

 A próxima parada é para o almoço, em um restaurante lindo, depois, o bairro Kopta...mas isso é daqui a pouco!


                                     

domingo, 26 de junho de 2011

O que dizer?

Normalmente sei o que dizer em qualquer situação, fui treinada para isso, fiz faculdade para isso, fiz pós, especializei, e faz 15 anos que trabalho com isso.

Estudei, treinei também para saber quando calar, tudo dentro de um contexto, controlado, especifico e normalmente por 50 minutos sei quando calar e quando falar, e me considero boa, afinal sou psicóloga, e entre outras coisas, é isso que fazemos.

Mas nunca, em nenhum momento da minha vida pensei viver o que vivi dia 23 de junho de 2011.

Estive ao lado de uma mãe segurando a mão de seu filho gravemente doente em seus últimos minutos de vida, e já sabíamos que estava perto, ela já sentia isso, eu também. Os médicos foram extremamente carinhosos a equipe de UTI também, a cada visita, a cada troca de plantão ele era visitado, mimado e acarinhado. 

 Isso por que antes de ser entubado para poder respirar, ele já tinha conseguido com simpatia e carisma conquistar a todos com um lindo sorriso. E o sorriso dele era fatal... E como era! Junto, vinha um olhar profundo e penetrante de brinde, era parte do kit herdado de sua descendência árabe, impossível ficar imune! Sim...impossível! E a gargalhada então!

 Um dos irmãos foi em casa o outro foi buscar alguém, saíram à contra gosto, a vontade era ficar, mas foi preciso, então foram.

Estava eu de plantão na porta da UTI esperando minha amiga querida sair para poder abraçá-la.

Ela finalmente sai e diz: 

- Cris, preciso ir ao banheiro, depois você entra comigo?

Eu disse:

-Claro!

Entramos as duas de mãos dadas, e lá está ele. Inconsciente, em coma induzido, e como nas outras vezes, entramos, falamos com ele, cumprimentamos com beijinhos nos espaços onde não havia tubos, máquinas ou curativos e ficamos ali. Por alguns segundos sem palavras.

Estou consciente da questão do tempo, a mãe também! Logo ela começa a falar com ele e entendi que este era o momento de apenas calar!

 Comecei então a falar os mantras do Reiki, mas eles saíam quase que automáticos, não conseguia me concentrar, meus pensamentos estavam confusos e me culpava por não estar conseguindo. Ao mesmo tempo entendia que o que estava por vir, era grande demais, então, sabia que precisava continuar. 

Fechei os olhos apertados na tentativa de focar minha atenção, e no segundo seguinte percebi que não precisava fazer isso, precisava apenas dirigir meu olhar amoroso, e deixar fluir de todas as formas o imenso carinho que sentia por aquele menino que ali estava. E foi o que fiz.

Ouvia o bip da máquina, controlando os batimentos cardíacos e as palavras daquela mãe a acarinhar seu filho com imensa ternura. Era possível apalpar o amor naquele momento de tão forte que estava manifesto!

E então segue o momento mais impressionante que vivi em toda minha vida!

Estamos segurando suas mãos, ela de um lado e eu de outro, então ela começa a falar:

- Filho! Meu amor, você sabe como a mãe te ama! Você é um filho maravilhoso! E eu estou muito orgulhosa de você! Pela coragem que você teve, pelo esforço que você fez, e entendo que você esteja cansado meu amor! Não se preocupe com a mãe, eu vou ficar bem. Apenas vá! Pode ir meu filho! Eu te amo!

Enquanto falava, beijava sua mão e braço acarinhava seu cabelo em gestos calmos, sua voz era firme, em nenhum momento demonstrou fraqueza, estava segura naquele momento.

O bip continuava o seu trabalho e neste momento as enfermeiras começaram a fechar as cortinas de outros pacientes, pois perceberam o que estava acontecendo ali, e aos poucos estavam todas atrás de nós.

E ela continuava.

- Eu te amo tanto meu filho, como eu te amo! Mas agora pode ir.


Ficamos todos em silencio e por fim o bip silenciou também. Ele foi.
A médica entrou, puxou o estetoscópio, averiguou e atestou o horário: 19:33.
O que seguiu não precisa contar basta imaginar.

Na hora não consegui, mas agora me pergunto que força é essa, de onde vem!
 Que poder é este que uma mãe tem de estar ligada ao seu filho desde as entranhas do seu ser, que o faz nascer para a vida e ao mesmo tempo alcança com a voz o profundo de um coma.

 Que força é esta que Deus deu às mães e somente a elas, que alcança em qualquer situação o melhor para o seu filho, mesmo que seja de forma definitiva.

Que poderoso é o sentimento de uma mãe, que reconhece na dor profunda o momento de entregar novamente seu filho amado ao criador!

Consegui poucas respostas, mas uma parece ser a melhor de todas.

O AMOR, este amor incondicional de mãe que alimenta, que nutre, que protege e que entrega. Somente este amor é capaz de dar força para um momento assim.

Mais tarde, enquanto aguardávamos os trâmites necessários, ela me pediu:

- Cris, por favor, divulga a importância da presença amorosa dos pais na vida de seus filhos, somente isso nos dá força para um momento como este.

Respondi:

- Sim amiga, divulgo com certeza!

E aqui esta!

Deixo aqui meu registro de profunda admiração a esta mãe, pela coragem e força, pelo grande exemplo que presenciei de amor incondicional e verdadeiro. O que me fez pensar e refletir sobre vários aspectos da vida e com os quais ainda estou a me questionar.

Sabemos, sentimos que ele foi em paz, foi um grande guerreiro! Corajoso, forte e resistiu á muitas intervenções, e à ele minha total admiração também!

Que Deus esteja com vocês, amparando e guiando sempre!

Com amor e afeto para esta família!