terça-feira, 10 de setembro de 2013

O que te faz feliz? Parte II

   
Fonte: Google
                  

 Por Rosemay e Navarro

  
Falar sobre a felicidade é muito fácil!

 É encantador na verdade, buscamos memórias para trazê-la ao verbo, e isso nos remete a bons momentos e sentimentos de pura leveza.

Algumas vezes a percebemos no exato instante em que ela aparece, mas, o contrário também acontece e outras vezes  “ela”  só é reconhecida  em nossas vidas quando paramos para pensar, qualificar e quantificar  a sua presença.  É comum a frase: “Eu era feliz e não sabia!”.

É por isso que este tema está aqui, falaremos sobre a felicidade no agora, no tempo presente, imediatamente já!

A felicidade já é tema de estudo cientifico, veja só:

A principal linha que estuda essa emoção é a chamada psicologia positiva que vem crescendo desde 1980 e tem como pioneiros os psicólogos Ed Diener, professor da Universidade de Illinois, e Martin Seligman, diretor de um centro na Universidade da Pensilvânia (ambas nos EUA).

A ciência da felicidade ganhou novo status com o desenvolvimento das tecnologias de imageamento cerebral. Graças a elas, neurocientistas juntaram-se a psicólogos e psiquiatras na tentativa de compreender até onde vai a nossa capacidade para ser feliz. Fonte: Revista Galileu Ed: 208, por Juliana Tiraboschi.

Este é um gráfico de países com o seu índice de Felicidade:

Fonte: World Database of Happines

A dupla que começa estes escritos eu conheço bem, eles não se conhecem, e não sabem, mas as histórias de vida que eles têm são muito parecidas, cheia de superações, de muitas lutas e vitórias.

O Navarro escreveu assim: “O que me faz feliz, é olhar para trás e ver que todo o meu caminho foi cercado de desafios, mas fico feliz ao ver que aprendi a me reinventar, que não sou mais o mesmo de 1...5... ou 10 anos atrás, a sensação de mudança é fantástica e nos torna senhores de nossas ações. Vislumbrar os resultados de nossas mudanças me deixa muito feliz!


Aqui está a primeira teoria da pesquisa que diz que mudanças nas circunstâncias de vida não teriam um efeito permanente no nosso nível de felicidade, ou seja, a pessoa pode ter uma surpresa maravilhosa como, por exemplo, ganhar na loteria ou viver um imenso trauma como uma doença grave ou luto que teriam seus níveis de bem estar alterados - para mais ou para menos - mas eventualmente voltariam ao seu normal.

         Para especialistas, 50% das diferenças no nível de felicidade entre as pessoas se deve à genética, 40% à atitude e apenas 10% às circunstâncias.

O que mais me chamou a atenção nestes percentuais foi os 40% que estão associados às atitudes que temos frente às situações da vida, isso definitivamente é um grande diferencial na composição do nosso contexto diário.

A Rosemay que o diga: “Durante toda minha vida busquei  pela felicidade, algo dentro de mim se negava a acreditar que a vida pudesse ser tão pouco... Tão difícil e tão imensamente dolorosa...”

E aqui está uma pessoa que se posiciona dentro dos 40% quando se recusa a aceitar que a vida seja “isso”, e continua: “... Quando me desfiz de tudo aquilo que apertava meu coração, exatamente como alguém que promove uma faxina interior, fui sendo invadida pela melhor sensação que jamais imaginei provar, tudo se tornou do tamanho de Deus!”.

Como todo sentimento e acontecimento da natureza humana temos a sombra e temos a luz, de uma maneira em geral queremos a luz, mas pouco se faz para permanecer nela quando temos oportunidade, e isso também tem explicação científica, basta entender que todas as substancias do planeta são constituídas de átomos e moléculas, sabendo que os átomos são constituídos de elétrons, prótons e nêutrons entendemos que isso nos compõe.

Ora, por convenção os prótons (positivos) estão no núcleo junto com os nêutrons, e os elétrons (negativos) estão orbitando ao redor do núcleo.

 Isso é química? Sim!

 Mas é também a maneira fácil de entender que o nosso núcleo (o que somos como pessoas) é originalmente positivo! E que as coisas negativas ficam tentando entrar, algumas vezes até conseguem, mas este não é nosso DNA natural, somos luz, somos energia positiva, por natureza, isso é o que somos!

A felicidade é pura energia, modifica nossa composição, recupera e cura por isso em qualquer conversa sempre pergunto: “ O que te faz feliz?”

É sorriso na certa! Por que a simples lembrança de algum momento assim já é remédio para qualquer situação.


Beijo carinhoso,

Cris.

PS: Mais dois autores estão a caminho...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O que te faz FELIZ? Parte I

Lancei esta pergunta no grupo “A vida que Vi” que tem o mesmo nome do meu blog e faz parte da tentativa de construção de um conceito que atualmente está sendo muito utilizado em várias empresas e cursos com a intenção de construir o índice de FIB (Felicidade Interna Bruta).

Este termo foi criado pelo rei do Butão...Jigme Sinye Wangchuk em resposta a críticas que afirmavam que a economia do seu pais crescia miseravelmente.

E esta criação assinalou o seu compromisso de construir uma economia adaptada à cultura do país baseada nos valores espirituais budistas. Assim como diversos outros valores morais, o conceito de Felicidade Interna Bruta é mais facilmente entendido a partir de comparações e exemplos do que definido especificamente.

Enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento tem como objetivo primordial o crescimento econômico, o conceito de FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material são simultâneos, assim se complementando e reforçando mutuamente. (Fonte: Wikipedia)

A felicidade, assim como o amor, até pouco tempo atrás era definida pelos poetas, mas atualmente há pesquisas muito sérias a respeito e seus resultados chegam a conclusões interessantes como por exemplo, de que a felicidade vai depender de vários conceitos e alinhamentos individuais.

A conclusão máxima é a de que as pessoas de uma maneira em geral, tendem a não sentir felicidade na maior parte do seu dia, por outro lado, outros sentimentos como a raiva, culpa, medo e insegurança permeiam os pensamentos de bilhões de pessoas todos os dias em toda parte do mundo, em qualquer cultura ou nível social.

Então... O que fazer?

Sei que é difícil controlar pensamentos, principalmente se estivermos frente a algum problema, desafio ou luto. A dor sendo física ou emocional tende a ocupar grande parte dos nossos recursos energéticos de superação, conseguimos alguns por alguns, momentos desviar, driblar ou até mesmo esconder o que sentimos, mas é preciso entender que isso terá um preço e que normalmente é caro! Que o digam as úlceras, cálculos renais, enxaquecas e outras tantas patologias psicoemocionais que vemos por aí todos os dias.

Esta é uma luta constante, até por que, Felicidade é uma palavra de difícil definição, e quando perguntamos: O que te faz feliz? Já sabemos que a resposta virá dentro dos moldes vivenciais de cada um.

De qualquer forma, ao receber os relatos e respostas desta pergunta, percebi que todos, eu disse,  TODOS colocaram a felicidade em momentos conquistados ou em algo a conquistar do tipo: O que senti quando... Ou o que sinto quando...

Fonte: Google
Mas o que todos já sabemos é que, a felicidade é uma linda colcha de retalhos!

 E a conclusão mais lógica ainda é que mesmo sem (a princípio) ter como controlar os nossos pensamentos ( por que isso é possível, conto depois...)  ela deve ser reconhecida e vivida mesmo em pequenas doses, no dia a dia.

Assim como os problemas e os outros sentimentos citados acima nos invadem, é perfeitamente possível abrir nossa mente para sentimentos agradáveis e leves que simplesmente não percebemos por que estamos ocupados demais em sentir dor, culpa ou medo, por exemplo.

Por que fazemos isso?

Outra boa pergunta, talvez para outro post, no entanto, para o momento posso antecipar que, as respostas deste pequeno universo de leitores que se manifestaram a respeito, trouxeram luz para vários movimentos que todos nós temos internamente, ideias que podem contribuir, na sua, na minha, na nossa caminhada pela vida e que a partir de agora terá companhia de pessoas que ainda não se conhecem.

Como isso irá acontecer?

Os autores serão colocados em duplas nos posts, e irão conhecer-se através do que escreveram. Estes posts terão complementos com textos, fotos ou vídeos que tratam do assunto (ou assuntos) em questão, e assim cada dupla poderá compartilhar suas experiências auxiliando os outros autores com suas experiências de vida.

A ideia é simples, na verdade simples até demais, só queremos saber afinal... O que te faz feliz?

Até breve então!

Beijo Carinhoso

Cris.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Gratidão...




Palavra linda! Sentir também é!

Outro dia li no Face o seguinte: Gratidão é uma energia que precisa ser trocada.

Adorei ler isso, porque energia boa a gente troca mesmo, a gente envia, manda por oração, mensagem, cartinha, ah! Por infinitas formas de presença mesmo que distante, ela fortalece, promove sorriso, é quentinha no abraço, é leve, soltinha feito balão!

Quantas vezes me senti assim! Como é bom trocar esta força que abre caminhos, fornece tijolos para qualquer ponte ou casa, é escada infinita para subir em elevação de alma, ela soma, ilumina, é microfone que fala alto mesmo sem palavras.

Ela tem esta intensidade quando é espontânea, sua fonte é sempre o reconhecimento pessoal pela atitude de outro alguém, seja qual for, pode ser por algo conquistado ou até sentido, tanto faz, o importante é que ela existe e é maravilhosa.

No entanto, o inverso é grandioso também. O sentimento de ingratidão é devastador, invasivo e destrói por alguns segundos a fé nas pessoas, não em todas, mas naquelas em que depositamos afeto e crédito de tempo e carinho.

Pior ainda, quando em movimento reverso você em troca de uma confiança depositada na amizade precisa da mão que estendeu em ajuda e recebe um sonoro: “Não!” ou, percebe que a pessoa começa a usar a capa da invisibilidade e “some” da sua vida, ou ainda, vira “Gasparzinho” aquela presença ausente, do tipo: Vou ficar quieto, para não me ver e não pedir nada!

 Mas, a mais dolorosa de todas as formas de ingratidão é aquela que vem das pessoas que receberam muito, mas muito mesmo de você, em tempo, amizade, confiança, oportunidades. E tudo isso que ela recebeu transformou o pouco em muito, proporcionou movimentos nas diversas áreas da vida dela, e todos eles advindos do seu movimento de boa fé e carinho. E tem mais! Aproveitando deste momento de revés que você está vivendo, ainda se beneficia e tripudia da dificuldade tirando proveito. É de lascar!

Lembre: Se gratidão é troca a ingratidão também será...Tudo é energia!

Daí você pede ajuda, dá indiretas, diretas, faz proposta e a resposta não vem. Seu pedido e sua vida ficam suspensas no limbo da vontade ou má vontade das pessoas que você resgatou dos escombros, da dor e maus momentos e descobre que não será atendido.

É tenso!

Maaaas... Olha a parte boa chegando!

Tudo isso nos obriga a várias reflexões, e depois do sentimento reorganizado, percebe que por causa do abandono surgem recursos que nem imaginava ter. Novos olhares para as relações nos dão o foco para continuar na busca por maior qualidade de sentimentos reais, as avaliações redimensionam os valores e isso é um ganho maravilhoso para o nosso ser!

Até a ingratidão é lição de vida!

Uma linda percepção de pessoas com a capacidade incrível de olhar para fora de si, de tornar momentos difíceis em reais possibilidades de vitória e superação. Esta é a melhor parte desta vivência tão áspera e ao mesmo tempo tão reveladora.

Então... Obrigada a todos os ingratos da minha vida, vocês me tornaram uma pessoa muito melhor, este aprendizado é realmente profundo e humanizador.

Desta forma, assim como eu aprendi e reorganizei meus valores e afetos, desejo que vocês, queridos ingratos, recebam em proporção o mesmo que recebi de vocês! Muita ingratidão para que talvez algum dia tenhamos novamente alguma coisa em comum e possamos conversar a respeito!

Valeu! (De verdade!)

Bj Cris

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mini me...


Vou apresentar aqui uma bonequinha muito especial que me foi presenteada por uma pessoa especial também, uma artesã que confeccionou com muito carinho uma boneca que representasse minha infância, fez uma entrevista, perguntou características físicas, de comportamento e apresentou esta “lindeza” minha cara, jeito e força! Boneca que hoje quase tem vida própria de tanto que já aprontou por aí!

Quando a vi, me reconheci imediatamente, e ela trouxe consigo um momento mágico que ainda está atuando e influenciando nos vários  movimentos internos pelos quais estou passando.

O nome dela é Tina, pois este é o apelido que tenho em família, lembrar da minha infância olhando para esta pequenina me fez retomar o prumo em várias situações, mas a principal delas foi a de reencontrar o tempo em que tudo na minha vida era perfeito, hoje eu sei que era, simplesmente perfeito!

A Tina sou eu, criança, feliz, curiosa, dona da bola e metida a saber tudo, lembrar estas características em sua fonte me deixaram muito mais forte e com uma saudade imensa da menina que fui, hoje ela me coloca na máquina do tempo para dar voz e ação de várias formas, para atuar e prosseguir em um  grande leque de possibilidades.

Inicialmente não percebi, mas ao brincar com a Tina entendi a dinâmica de um processo que está apenas começando, principalmente por que ela me convida a todo instante a pensar como criança, e me trouxe de volta um olhar para o mundo que imaginei que tivesse perdido, as perguntas que hoje me faço quando estou com ela são extremamente fáceis de fazer, mas pensando como adulta são muito difíceis de responder, para ela no entanto, são simples até demais.

Se estiver feliz ela vai sorri, se estiver triste vai chorar, se não gostar de alguma coisa vai falar, se estiver com fome vai comer, se estiver entediada vai aprontar, se ouve música dança, se vê alguém tirar foto corre para fazer pose, se precisar de ajuda  vai chamar e se ninguém ajudar ela vai reclamar, ela espia, experimenta, prova, corre e dorme. Ela é assim... Eu fui assim.

Ao me reencontrar com ela, questionei imediatamente por onde eu havia andado e o que tinha acontecido com regrinhas tão simples de viver. Por certo minha parte adulta precisou assumir as responsabilidades coerentes do mundo no qual estou inserida, mas quando ela chegou tomei uma decisão: Quero de volta este “eu” feliz e preocupada apenas se amanhã vai fazer sol para andar de bicicleta.

Ela já revolucionou o meu mundo e trouxe consigo o pó mágico da imaginação e é capaz de fazer várias pessoas felizes apenas com a sua presença, já que evoca o melhor que podemos ter dentro de nós, renova a coragem da busca e com inocência, busca respostas em si mesma.

Se alguma coisa não deu certo, tenta e tenta de novo, até ficar satisfeita. Algumas pessoas da minha família tiveram oportunidade de sentir o quanto é poderosa a emoção da fantasia que ela despertou, por que ao brincarem com ela, pelo simples fato de brincar com ela sorriram imediatamente. Não por que era ela, mas por que o sonho e o faz de conta se fez presente. Uma escapadinha para o imaginário.

Nós precisamos desesperadamente do sonho, ele nos alimenta a alma, aquece e conforta por alguns momentos a realidade às vezes tão... REAL.

A Tina brinca, troca de roupa, faz aula de dança, sobe em árvore, gosta de adultos e de crianças, faz perguntas e conversa de igual para igual, na verdade ás vezes acho que ela seja madura demais para a idade.

Mas qual a idade dela? Tanto faz... Qualquer idade está boa, já que ela conversa sobre qualquer assunto.

Ela é uma boneca esperta e tal qual a Emília, tomou a pílula falante, conversa de tudo, e entre uma brincadeira e outra ela fala sério também, desta forma uma das coisas que ela irá conversar é sobre comportamento infantil e comportamento adulto ou como o comportamento infantil interferiu no adulto e vice-versa. Entende? Não? Relaxa depois ela explica!

Ela contará histórias algumas verdadeiras e outras ilustrativas, lógico que estarei de olho nesta bonequinha incrível, por que ela precisa que eu escreva as coisas que ela pensa e sente, mas uma coisa eu garanto, ela tem muita vontade de conhecer pessoas e várias dicas de como ser criança neste mundo de adultos, inclusive para você que já cresceu!

Ah! O nome completo dela é: Tina... Cristina.

Bj Carinhoso,


Cris.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

...Aqui com os meus botões...

Fonte: Google


Você pode viajar quando vê uma fotografia, pode desenhar, escrever um sonho, ler poemas, ouvir uma música, assistir um filme e tudo isso irá acompanhar você, por muito ou por pouco tempo.

Você pode viajar só de mochila e com apenas uma camiseta dentro dela, caminhar e caminhar durante o dia ou a noite, tanto faz, vai depender do tipo de luz que você necessita.

Vai estar só algumas vezes e outras vai estar completamente acompanhado com a mesma sensação, por outro lado, alguns dias sua própria companhia será a melhor de todas.

Talvez tenha um cachorro, um gato, um pássaro ou qualquer outra vida que não seja a sua a respirar na mesma sala e neste momento, talvez, seja só isso que você tenha e talvez isso baste, apenas talvez.

Você pode contar histórias inventadas da sua cabeça ou inventadas por outras cabeças e contá-las mesmo assim, e ainda pode misturar as duas, fica bom também.

Ao olhar e admirar quadros você verá pinturas com a sua visão, mas o que está ali é a visão de outra pessoa sendo vista  por você, ficar olhando é só olhar, sem precisar entender e tudo bem.

A escada vista de baixo é para subir e vista de cima é para descer, você fará este caminho muitas vezes, simples assim.

Um bom livro pode mudar sua vida ou sua vida pode virar um livro, e ser bom para outras pessoas e assim, algumas coisas terão valido à pena, ou não, mas pelo menos haverá pessoas tocando a sua história com a ponta dos dedos.

Poderá andar em círculos e ainda assim será bom, por que pelo menos estará em movimento, preocupe-se quando não quiser mais andar para lado nenhum, por que mesmo em círculos o caminhar será para frente, sempre.


Você pode olhar para um vaso de flor e fazê-la acreditar que ela mora em um jardim e ela irá ficar feliz com isso mas, acredite nisso também,  elas são inteligentes e saberão se é para viver um sonho ou para murchar na mentira.


Você pode ser educado em qualquer situação, menos quando alguém mentir sobre o afeto, acho que nestes casos é permitido dizer o que sente mesmo se for gritando, depois tudo se acalma, inclusive você.

Você pode criar o silêncio se é isso que você quer, mas o som às vezes é curativo e tanto faz se ele vem saltitando ou deslizando na verdade o que vai importar é como sua alma vai se emocionar com isso, se não era isso que você queria, fecha os olhos que o silêncio volta.



Você pode chorar pelos amigos que se foram, por que isso dói mesmo, mas não chore pelos amigos que chutaram você, por que é preciso crer que se eles foram capazes de fazer isso com você, infelizmente eles não entenderam nada do que você tinha para dar, é melhor que a distância aconteça mesmo, e apesar de não saberem, ao chutar seu afeto eles deram uma prova de amizade, pois, te empurraram para frente e para longe deles. Isso será bom para você!


Por fim, pegue suas fotos, músicas, sonhos, mochila e viaje.

Dê a volta ao mundo ou ande em círculos se este for o “seu” mundo, mas certifique-se de que o seu círculo seja grande, assim você poderá usar a camiseta reserva, poderá perder-se na multidão, subir e descer de várias escadas, comprar vários livros, ter algumas flores sonhando junto com você e finalmente exercitar o afastamento de quem chutou seu carinho.

A vida segue, siga também!


E apenas para lembrar: O mundo (círculo) esta sempre em movimento e é bem possível que você reencontre quem o magoou...não altere o passo, nem a voz, nem o tom...apenas siga em frente, algumas coisas não precisam de nós para se resolver o próprio universo se encarrega disso!

Beijo carinhoso,

Cris.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Santa Maria



Fonte: Google
Nossa Senhora das Graças
...Mãe de Deus, rogai por nós pecadores...

Ainda estamos longe, muito longe (eu pelo menos) de administrar situações deste porte com a sabedoria e resiliência dos sábios, minha mente se alterna entre as responsabilidades diárias que me cobram e os sentimentos de pesar e dor que me assaltam a cada instante.

Hoje, nada, nem ninguém conseguirá aplacar o que sentem estes pais, irmãos e familiares, absolutamente nada! Não há palavras. Há o olhar perdido, o filho perdido, o sonho perdido é isso o que há, apenas isso.

Tecnicamente pensando, poderia haver mais portas de saída, o show pirotécnico não poderia ter acontecido, os seguranças deveriam ter aberto as portas imediatamente, e o sábado poderia ter acabado exatamente como começou, com alegria, musica e todos os 231 jovens voltando para casa ao amanhecer.

Infelizmente não foi isso, e é esta mão de ferro que hoje aperta sem dó os corações dos brasileiros que choram estes jovens que como tantos outros, saem à noite para brindar a juventude com seus arroubos de alegria e saltos ritmados das festas que freqüentam.

Vejo o RGS e o Brasil se mobilizando em varias frentes de trabalho, por que somos assim, e desejei profundamente estar lá, sou psicóloga, mas acho que, mais seria útil neste momento apenas meu abraço de mãe, sincero e silencioso.

Por que somos mães e pais de todos estes filhos também, escrevi ontem:


Penso que todos os seres humanos que tem filhos hoje estão de luto, não só os que perderam seus filhos nesta tragédia, mas é que depois que temos filhos algo acontece em nós, somos pais e mães de todos os filhos do mundo, cada criança ou jovem que morre, em uma tragédia, em um acidente, nas guerras sempre injustas e cruéis para elas ou por doença, morre também os filhos que não geramos, mas que olhamos e sentimos como nossos, por que é isso que somos, somos pais e mães de todos os filhos do mundo.

Meu coração está de luto.

Muitos filhos se foram hoje nesta tragédia, meu coração está partido em mais de mil pedaços, mas cada um deles estará vibrando e acalentando a cada um em forma de paz e oração, para que nenhum caminho se abra sem um ponto de luz.

Meu coração está de luto, e partido em mais de mil pedaços, mas cada um deles irá segurar nas mãos destes pais para que mesmo sem palavras não se sintam sozinhos.

Não haverão palavras agora, mas sei que o silencio de um abraço que balança acalenta a dor dos pais, familiares e amigos destes jovens que partiram.

Todos nós perdemos estes filhos, mas ainda assim, de luto e com o coração partido em mais de mil pedaços estarei aqui, vibrando luz em cada pedacinho de coração quebrado, e em silencio segurando as mãos de todos os pais e mães que aceitarem as vibrações de energia acolhedora e focada em oração de paz e força.

Por que nossos filhos se foram, e é na luz que precisamos guiá-los, sempre!

Estarei hoje e durante muitos dias ainda mobilizada em orações e Reiki para estas famílias, mas fundamentalmente, estarei agradecida a todos que fizeram parte das equipes de socorro e suporte, agradecida aos voluntários, aos jovens que saíram e voltaram para ajudar os que ainda estavam presos, estarei agradecida aos gaúchos que se mobilizaram disponibilizando abrigo, alimentos e suporte, agradecida aos brasileiros que enviaram ajuda de todos os cantos deste país para amenizar esta dor profunda de uma ferida que marcará para sempre esta cidade.

Ainda temos filhos precisando de ajuda, estamos longe, mas podemos  sim ajudar de forma muito eficiente, com nossas orações, disponibilizando alguns minutos do nosso dia para conectar nossos corações e enviar energias de paz e luz, de pontinho em pontinho poderemos iluminar de forma concreta e comprovadamente eficiente a todos que estão necessitados de força.

Fonte: Google


Não importa a sua religião, o que importa é que estejamos juntos nesta corrente!

Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós...

Eu já estou nela, vamos?



Abraço carinhoso 

Cris



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Depressão existe?

Fonte: Google

Sim, já ouvi esta pergunta que foi acompanhada de um comentário dizendo que a depressão é a folga do malandro.

Sempre lamento quando escuto estas coisas, principalmente por que já faz tantos anos que ela foi descoberta, já existem tantas técnicas efetivas para tratá-la, estudos, pesquisas, publicações em revistas científicas, pessoas realmente comprometidas e habilitadas para o tratamento da depressão, que me parece inacreditável encontrar ainda este tipo de pensamento.

No entanto, apesar de lamentar, procuro  trocar de lugar com quem pensa assim e me descubro sem a obrigação de aceitar que ela exista, na verdade quando troco de lugar, sempre encontro o processo de negação atuando, arrisco dizer, que normalmente quem nega emoção para si mesmo, é por que sofre com o medo de perceber-se e aceitar-se deprimido.

A depressão por perda ou luto, a depressão pós parto ou a depressão por algum acidente ou trauma todos conhecem e identificam facilmente não é? Claro! Ela tem algo como um cartão de identidade como passe livre! É como se fosse permitido senti-la afinal de contas...

Mas e a depressão que vem sem este cartão? Como identificamos?

Vamos lá! Sem a utilização de termos técnicos vou tentar por exemplos bem simples descrever a depressão para que finalmente ela tenha uma aparência reconhecível e identificável.

Todos nós já passamos por momentos tristes com certeza, ela pode chegar por vários motivos, seja por situações familiares, profissionais ou sociais, ela vem e em seguida identificamos por que percebemos as mudanças emocionais que sentimos certo? Ficamos tristes, identificamos e logo em seguida produzimos ações que nos deixem mais alegres e ás vezes ao final do dia aquela tristeza já foi embora. Isso é tristeza, pode durar um dia ou uma semana dependendo de pessoa para pessoa.

Digamos que esta tristeza ao invés de ir embora tenha ficado lá, apenas um pouquinho mais conformada pelas tentativas de fazê-la sumir, a pessoa busca ações que a distraiam deste incômodo emocional que insiste em reaparecer, então já se passaram quatro semanas, oito semanas e a pessoa ainda está “triste” com aquela situação, antes de dormir pensa, ao acordar pensa de novo, na metade do dia o pensamento novamente invade, o humor já está alterado e a paciência com situações rotineiras está quase à zero, as ações que antes davam prazer agora mais parecem uma tortura e os eventos sociais começam a ser adiados.

O sono foi para onde o Judas perdeu as meias e nunca mais apareceu (insônia) ou a cama parece ter um imã que não deixa levantar e a pessoa dorme, dorme muito, está sempre com sono (letargia).

Ok! Este é o alerta que devemos considerar para que uma ação terapêutica entre nesta rotina, já não estamos mais falando em tristeza e sim em depressão.

Parece algo tão sem importância não é? Pensamos que logo vai passar ou que é apenas uma fase ruim, e na verdade é uma fase bem ruim! Toda a química do corpo já se alterou, e as relações pessoais também e ainda assim achamos que já vai passar.

A depressão atualmente, de acordo com a revista Contato de publicação bimestral do Conselho Regional de Psicologia do Paraná, já é uma crise global. “Segundo os dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, a depressão atinge cerca de 350 milhões de pessoas, de todas as classes sociais e de todas as idades.” Pág. 16 - Ano 14 – Edição nº 84 Nov/Dez 2012.

Certo! Você pode dizer, me identifiquei com todos os sintomas, o que é para fazer então!

Buscar ajuda, procure um profissional da área, existem várias formas de tratamento disponíveis, e posso garantir que o quanto antes você for muito antes estará melhor!

A depressão é silenciosa, muito parecida com a pressão alta, sente algo um dia, outro dia também, mas não dá importância, e esta “tristeza” tem o mesmo “modus” operante, vai agindo devagar, nosso aparelho psíquico é incrivelmente poderoso e cheio de movimentos que por várias vezes nos surpreende e tal qual nosso corpo físico, necessita de manutenção e atenção!

Tudo, absolutamente tudo o que pensamos nosso inconsciente toma para si e trata de realizar, ás vezes demora anos, décadas e outras vezes apenas alguns dias, portanto, ter uma boa leitura de você mesmo, aprender a reconhecer-se, exteriorizar o que sente, falar suas necessidades é um ótimo aprendizado para a melhoria da sua qualidade de vida.

Um profissional da saúde irá com certeza determinar em que grau a depressão está, sim por que ela evolui continuamente para quadros que variam de intensidade e duração, desta forma, caso seja necessário, uma medicação será indicada,  bem como um tratamento psicoterápico.

Com um exemplo bem simples e figurado vou tentar demonstrar o que seria um tratamento psicoterápico.

Imagine ser você uma correntinha guardada num imenso porta jóias cheio de divisões denominadas como: Família,maternidade, paternidade, relações pessoais (namoro, casamento, sexualidade), trabalho, amigos etc. E você tendo que atuar em todos os compartimentos deste porta jóias durante seu dia.
Em algum momento de tanto ter que ir de um lugar para outro acontece um nó, daqui a pouco outro e outro nó, concorda que a correntinha vai ficando sem tamanho para poder estar em todos os lugares de forma completa? Você tem a consciência que está inteiro, mas simplesmente não consegue mais atuar como fazia antes.

Buscar a terapia é como buscar um especialista em correntinhas com nós, o terapeuta não irá desamarrá-los, mas ele irá junto com você descobri quais as voltas que precisam ser feitas para que o nó se desfaça, o terapeuta irá olhar junto com você qual nó é prioridade e qual pode esperar um pouco.

Existem várias técnicas psicoterápicas disponíveis para tratar a depressão, nosso corpo emocional existe tanto quanto nosso corpo físico, nossas emoções ou a dificuldade em lidar com elas determinam nossa inserção no contexto em que vivemos e buscar entendimento e auxílio nos dá a certeza de que estamos sim buscando cura!

E não é isso que você faz quando a sua pressão está alta?

Existe pressão alta no “coração” sabia? O nome dela é “depressão”!

E ainda me perguntam: Depressão existe?


Sem trocar de lugar agora eu respondo: Sim existe e tem cura!

Abraço carinhoso
Cris.