sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Você está louca?



Por vários motivos preciso avisar que várias coisas mudaram por aqui, algumas ficaram ótimas, algumas ficaram horríveis e outras ainda não sei por que estão em período de teste.

Também não sei dizer quando começou, não sei quando irá acabar, e se pudesse andaria com aquela placa que se vê nas estradas: ”Devagar em obras” ou “Curva acentuada à esquerda”.
Cris com curva acentuada à esquerda!

Ano passado como em todos os anos da minha vida adulta, fiz a oração que sempre faço agradecendo tudo que recebi e finalizava dizendo: “Obrigada por termos chegado todos juntos ao final do ano”. Agora ainda não sei como fazer, na verdade eu nem sei o que fazer, vou pensar nisso depois, ou não vou pensar, quem sabe deixar que tudo tenha seu próprio rumo.

O que sei é que por causa da perda irreparável que vivi tive que olhar para outros lados e acabei percebendo que houve deslocamento de vários conceitos, idéias, e muitas coisas mudaram de lugar!

Precisei aprender e reaprender tantos comportamentos que ainda estou descobrindo como usá-los. Vieram todos sem manual, então, apesar de saber que estão aqui, estou testando aos poucos, tem muita coisa nova, mas outras que já estavam aqui estão com fôlego renovado e as coisas novas estão com garra de principiante, o que dá quase no mesmo.

 Outro dia me percebi invadida de tantos pensamentos desordenados que parei o que estava fazendo para dar atenção ao que estava se passando e ao terminar aquela invasão em disparada de sensações busquei a minha parte lógica de tudo pensei: Estou ficando louca!

Estranhamente ao invés de ficar preocupada, comecei a sorrir e a perceber o quanto aquilo me deixou livre naquele breve momento de viagem interna, quer saber? Adorei a sensação que isso me trouxe!
Voltei no tempo de estágio no Hospital Psiquiátrico para lembrar as feições dos que estavam lá, comecei a rir por que a minha expressão era exatamente a mesma, o olhar vago, uma expressão de sorriso e um caminhar lento e descompromissado.

Eu estava falando sozinha, dando reposta para uma pergunta hipotética, ao mesmo tempo rindo de algo que nem tinha acontecido ainda! E muito em seguida disso, já estava pensando em como tudo isso ficaria “se” eu respondesse aquela pergunta que não foi feita e planejando o que faria depois, por que isso mudaria muita coisa naquela relação. E se isso mudasse o que deveria fazer!

Alooou! Terra chamando! A pergunta não foi feita! (Oi?)

Nem ouso comentar quantas vezes fiz isso em um curto período de tempo com diversas situações.
 Já estava rindo sozinha, falando sozinha, atuando em situações imaginárias, respondendo a perguntas que não foram feitas, planejando ações sem necessidade e quase ligando para o meu médico pedindo para me internar!

Tenho um conceito terapêutico sobre a “loucura”, encontrados nos livros e no CID-10 (código internacional de doenças), bem detalhadas para os sintomas, modo de tratamento e prognóstico, o compêndio de psiquiatria também é muito bom para este estudo.

 Vou conceituar loucura do meu jeito, como sendo aquilo que foge do nosso comum e usual ok!

 Entendi que a loucura é a minha/nossa parte sadia, nos salva e por vezes por ser real nos coloca exatamente no ponto de partida para o novo, a loucura é deliciosamente descabelada, atrevida e desbocada, a loucura tem a petulância da verdade e corre sem medo para o que dá alegria, corre para o choro largado também, dá de dedo no malandro, não aceita preconceito e se alguém o chamar de louco vai dar risada e responder:

- Você acha?

Fonte: Google

Aiiin quero isso bastante! Ando sofrendo de saudades do meu sorriso que gargalha e sacode, ele se escondeu após o luto e ainda não voltou, quero ficar por mais alguns minutos maluquinha, lelé da cuca,  do jeitinho que estava naquela hora e talvez, isso eu tenha que aprender mais.

 A parte boa é descobrir que toda esta porção agora também é minha para experimentar.
 Tudo meu! Se para trazer meu sorriso de volta preciso ficar maluca ok, aceito! Não é interessante perceber que para buscar a sanidade tenhamos que conhecer a loucura? (Coisas para se pensar: Parte I)

E ainda tem isso! Comecei a querer encontrar respostas em tudo, e de verdade, estou sem paciência para um monte de coisas, pessoas e situações.

Estou com uma preguiça gigante da “chatice humana”, confesso que estou deliciosamente fora do ponto, se me provocar eu respondo, se eu abraçar dou rodopio e se estiver feliz vou chorar, se gritar comigo  vou revidar, se tentar me invadir vai ouvir um “passa fora” e se quiser sumir de mim vou sumir de você!

Que tal? Entenda isso como uma louca respeitando você ok? (Coisas para se pensar: Parte II)

Mas aviso aos familiares, amigos, vizinhos e pacientes: Fiquem tranquilos, minha parte focada, equilibrada, profissional e consciente ainda existe e está preservada, não vou abrir mão dela, na verdade preciso de tudo que ela me dá!

Caminhei, estudei, trabalhei e investi demais para estas conquistas e não vou abrir mão nem por um segundo da estrada que trilhei, vou apenas confessar que poderia ter ficado mais leve em várias etapas deste processo.

Sei lá o que aconteceu aqui, não sou minha terapeuta!

 Por certo que aproveitando este momento refleti que " esta louca" já existia! Só não tinha muita chance a coitada! Na verdade, já é meio estranho alguém que dança tango, faz aulas de mandarim, e come doce com salgado juntos.  Eu já era estranha! Será?! (Ui, medo!)

Por isso, decidi usar minha porção “maluquete “ por enquanto,  e por favor não estranhe se me encontrar cantando na frente do espelho, falando sozinha ou gesticulando como se estivesse com alguém, vou tentar sair do sério por que esta coisa de adulto está muito chata!

Talvez isso me ajude a como fazer minha oração de final de ano, até lá certeza que vou ouvir:

- Você esta louca?

E para esta pergunta vou responder:

- Sim estou louca e muito bem, obrigada!

Abraço,
Cris. 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Simples assim!



Fonte: Google
Algumas palavras me definem, e entre elas a palavra movimento é a que aparece em primeiro lugar, sou do tipo inquieta, que dou risada com o corpo todo, o meu abraço balança e meu pé sacode sempre quando escuto musica!

Logicamente que este gosto veio por influencia dos meus pais que sempre foram ótimos em promover encontros musicais em nossa casa, momentos maravilhosos que adoro lembrar, e posteriormente no encorajamento e investimento que minha mãe fez em mim por achar que poderia ser bailarina, não só por que achava lindo, mas também por que talvez esta fosse uma tentativa de que a sua menina encontrasse algo de feminino naquele corpinho que subia em árvores, era a dona da bola, ganhava todas as corridas de bicicleta e colocava minhocas na lata para pescar em trapiches.

Sim o balé conseguiu isso, eu adorava as aulas e finalmente percebi que ser “menina” também poderia ser muito bom!

A dança sempre produz resultados maravilhosos, é um investimento para a vida, quando dançamos embalamos não só o corpo, mas também todas as emoções que ela produz.

O aprendizado vem a curto, médio e longo prazo e alguns entendimentos são alicerces para uma composição sadia e extremamente importantes da personalidade, visto que, definem claros padrões de comportamento e respeito com o próximo.

Lurdinha e Ramon
Este post é sobre a dança, mas especificamente sobre a dança de salão, esta modalidade propõe uma atividade física que pode ser feita por pessoas de qualquer idade e sem contra indicação, nas aulas de tango tenho uma colega de 85 anos que dança e muito bem! Faz aulas há doze anos e é maravilhoso vê-la chegar sempre com um sorriso no rosto pronta a aprender um novo passo, e acredite, ela os executa com muita graça e incrível habilidade.

Esta prática consegue reunir características que desconheço existir em outra atividade, pois, promove harmonia e amadurecimento emocional, bem como  facilita insights psicológicos e ganhos energéticos observados na melhora de vitalidade, além de capacitar e facilitar o bom relacionamento e convivência social.

Em uma hora de aula, dependendo do ritmo, é possível queimar até 600 calorias, se as aulas forem regulares o emagrecimento será apenas um dos benefícios obtidos, já que você melhora consideravelmente o tônus muscular, fortalece os ossos das pernas e quadril, é um excelente exercício cardiovascular, aumenta o equilíbrio e a coordenação motora, melhora a postura e o alinhamento corporal, apenas para citar alguns ganhos físicos desta prática, além do mais, durante o exercício físico o corpo produz endorfina, conhecido como o hormônio da felicidade.

Adicionar legenda
Terapeuticamente a dança de salão promove o alívio do stress e ansiedade, desenvolve controle pessoal, melhora a timidez, desenvolve melhor percepção corporal e espacial, promove uma considerável melhora de auto-estima, permite que o indivíduo aumente a tolerância ao erro e desta forma possa lidar consigo mesmo de forma mais produtiva e criativa neste contexto, mas o que considero excepcional é a capacidade que adquirimos de rir de nós mesmos quando o passo sai completamente errado e percebemos que o grupo todo está para um lado e nós estamos para o outro, isso já me aconteceu várias vezes... Muito bom!

Rir enquanto aprendemos algo novo é a forma mais eficiente que conheço para a felicidade, embalar-se de um lado para o outro, caminhar levantando os braços, flexionar os joelhos enquanto bate palmas já é dançar, movimentar o corpo é movimentar a alma, areja os sentidos, propõe mudanças de forma alegre e afetiva, condiciona o aprendizado e o desafio a algo bom ao mesmo tempo em que mostra o quanto somos fortes quando juntos.

Dançar é plural, é inato, é congênito, vem no kit do “seja feliz”, traz o difícil para perto e transforma o “eu” em “nós”. Uma dupla se transforma em par, o homem é o Cavalheiro e a mulher é a Dama, esta é a nomenclatura para a dança de salão, bons tempos onde a ética das relações se mantém através dos anos.

Dançar é tudo de bom! Simples assim!

Abraço carinhoso, 

Cris.



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Hoje não vou ligar...



Fonte: Google
Não vou ficar em dúvida entre as coisas das quais gostava e que por garantia sempre comprava de novo e de novo, mesmo ouvindo: “Não precisa se preocupar com isso!”

Não haverá festa, nem o chá com as amigas, a Patricia não irá passar a cera e ela não usará blush, o espelho está no mesmo lugar, mas a cadeira já não está mais lá.

Tudo mudou, o tempo, a ordem dos talheres, as plantas foram trocadas de lugar, mudaram-se, na verdade, só a palmeira no vaso grande que não, ela ainda está lá e estranhamente as hortênsias secaram todas, morreram deixando a grade do portão totalmente à amostra.

O dia começava cedo, mais pela ansiedade do que por necessidade, era uma menina a esperar a chegada das amigas, a mesa começava a ser arrumada ainda pela manhã, escolhia a toalha, a louça, e era sempre garantia de sorriso um presente para a casa.

Abre a janela para ventilar, depois separa a toalha de mesa, coloca no colo e volta para a sala, a camisa branca já foi passada, a calça é aquela nova bege, e em cima da penteadeira estão os anéis e pulseiras que sempre descobre gostar quando sai com a minha irmã. O perfume - bem...este pode ser o que a Cristina está usando, por que eu adorei – dizia ela.

Fonte: Google
Pontualmente as meninas começam a chegar, uma a uma, trazem embrulhinhos nas mãos e imediatamente a sala se inunda de aromas e novidades sobre os filhos, netos e um novo médico – aquele filho do fulano, que maravilha de menino! – Conhecem bem, pois com certeza alguma delas foi vizinha, amiga ou até mesmo parente da mãe, do pai ou da tia do Dr. Fulano. Coisa de quem morou a vida inteira na mesma cidade.

São amigas há cinquenta anos... Acredita? Meio século de amizade, casamentos separações, histórias e todas reunidas relembrando e rindo das mesmas coisas. Que bonitinhas que são. Ainda trocam receitas e dicas de maquiagem, mostram as fotos das férias, dos netos, bisnetos, contam orgulhosas as conquistas deles como fossem também suas, e na verdade são!

Cumplicidade, bolo e chá tudo ali na mesa de aniversário entre um salgadinho e outro.

Fonte: Google
As conversas se cruzam, falam ao mesmo tempo em duplas ou em trios, e todo mundo se entende, eu e minha irmã vamos trocando as garrafas de chá e café,  vamos abastecendo os pratinhos e entre idas e vindas respondemos algumas perguntas sobre nossos filhos e maridos ou trabalho.

A tarde avança, o relógio voa nas horas e em pouco tempo já estamos lavando a louça e comentando o sucesso de mais um aniversário, o momento esperado é quando sentamos as três para finalmente lanchar e rir dos eventos vividos.

Beijos, abraços e uma espiadela nos presentes, comentários de como estava bom e que bolo delicioso era aquele!

Mais um aniversário de casa cheia de risos, perfumes e histórias.

Ela se foi e onde está não consigo ver, nem abraçar nem beijar.

Por certo terá uma festa linda também, com outros convidados, outros amigos e amigas, terá o pai e a mãe, outra energia. Minha visita será interna, recolhida, de olhos fechados e sozinha.

Faz parte do novo aprendizado, do novo nascimento por que é isso que acontece quando as mães se vão, temos que reaprender tudo de novo. Tudo MESMO!
 Ainda é muito difícil a ausência...acho que para sempre será!



Mas no teu aniversário mãe, meu coração te beija, te abraça e te acolhe, reconheço desde sempre o teu amor por nós e depois de muito chorar entendi que realmente é isso que importa e é o que sobrevive a tudo, vence o tempo, a distancia, o espaço e o infinito.

Por isso hoje não vou ligar, não posso mais fazer isso, meu pensamento já chegou aí para te dizer o quanto te amo e o da Vanise também.

No silencio sem festa, nem chá, nem bolo apenas nós três abraçadas e unidas como sempre foi e como para sempre será! 

Temos em mãos girassóis, para enfeitar o teu jardim que com certeza você já deu um jeito de fazer, a Vanise está cuidando das tuas violetas e da Belinha e eu mantenho a casa do jeitinho que você gostava, como vê estamos seguindo em frente, órfãs da tua presença mas vivas graças ao teu amor.


Feliz aniversário mãe! Que Deus continue te iluminando, Amém.



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Palavra de Deus

Este texto foi escrito por meu pai em Sessão de Ordem Esotérica Filosófica, faz parte de algumas conclusões e entendimentos que achou por bem dividir...


Fonte: Google
Uma das lendas da Bíblia, a maior obra coletiva de ficção religiosa de todos os tempos, diz que Deus ao soprar a vida no boneco de barro que havia modelado com suas próprias mãos, repartiu com a criatura, sua chama divina, transformando o homem também num Deus. Consta ainda no Livro Sagrado, que Deus teria dito: ” Se queres conhecer a Deus conhece-te a ti mesmo”.

Tantos séculos depois, o entendimento espiritual dessa afirmativa, a Ciência acaba de confirmar materialmente que isso é uma verdade. A descoberta da menor, mais ínfima e arredia partícula atômica, chamada “a partícula de Deus”, está inserida em toda a matéria do universo. “A novidade coloca em cheque todos esses “intérpretes” da palavra de Deus que infestam o mundo enchendo hangares chamados “templos” com pobres ignorantes que pagam para ouvir os gritos desatinados de “pastores”, “bispos” “profetas”, apóstolos” e outros títulos adotados, se apresentando como “Homens de Deus”.

 Mercenários interessados apenas em vender a mercadoria chamada Jesus, tomada em vão criminosamente. Todos nós, homens mulheres, animais, vegetais, minerais e tudo que existe, somos obra de Deus. Ninguém precisa encontrar a Deus nessa pantomima teatral que polui as rádios e emissoras de TV todos os dias.

A melhor forma de falar com ele é em silêncio consigo mesmo. Essa verdade porém é difícil de ser reconhecida por essa gente pois perderiam suas mordomias, seus palácios, com banheiras de ouro, sua fazendas com milhares de cabeças, seus carros, e principalmente seus milhões muito bem guardados.

É por essa razão que  transcrevo aqui o que escreveu o filósofo Baruch Spinoza, (1632-1677). Acreditem em pleno Século 17 e que continuam verdadeiras e atuais até os dias de hoje. Perguntaram certa vez a Einstein se ele acreditava em Deus, Resposta: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações do homem”.

Esse é também o meu Deus, que está dentro de mim. Jamais aquele rancoroso, vingativo, sedento de sangue, discriminador, cultuado pelo povo hebreu e passado para nós através da Bíblia e dos Catecismos. ”falando” pela boca dos Sacerdotes. Podemos cada um ouvir a palavra de Deus quando ele diz:

PÁRA DE FICAR REZANDO E BATENDO NO PEITO! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes a vida que eu te dei. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que fiz para ti.

PÁRA DE IR A ESSES TEMPLOS LÚGUBRES, OBSCUROS E FRIOS que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí, é onde eu vivo e aí, expresso meu amor por ti.

PÁRA DE FICAR LENDO SUPOSTAS ESCRITURAS SAGRADAS que nada tem a ver comigo. Senão podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho, não me encontrarás em nenhum livro.

CONFIA EM MIM E DEIXA DE ME PEDIR. Tu vais-me dizer como fazer o meu trabalho? Pára de ter medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem me incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar.

Se eu te fiz, eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio, como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres assim, se fui eu que te fiz?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar todos os meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

RESPEITA TEU PRÓXIMO. Não faças a ele o que não queres para ti. Esse é o único mandamento. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida e que teu alerta seja teu guia. Esta vida não é uma prova, nem um ensaio, nem um degrau, nem um passo no caminho, e nem um prelúdio para o Paraíso. Esta vida é a única coisa que há aqui e agora, e a única coisa que precisas.

EU TE FIZ ABSOLUTAMENTE LIVRE. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer de tua vida um céu ou um inferno.

Não poderia te dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho: VIVE COMO SE NÃO O HOUVESSE, COMO SE FOSSE TUA ÚNICA OPORTUNIDADE  DE AMAR, DE APROVEITAR E DE EXISTIR. Assim se não houver nada, terás aproveitado a oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que não te perguntar se foste bem comportado ou não. Eu vou perguntar é se gostaste, se te divertiste, do que mais gostaste, e principalmente o que aprendeste.

PÁRA DE CRER EM MIM!- Crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que ACREDITES em mim. Quero é que ME SINTAS em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomar banho no mar.

PÁRA DE LOUVAR-ME! Que tipo de Deus ególatra acredita que eu seja? Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Sentes-te especial, apreciado? Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

PÁRA DE COMPLICAR AS COISAsS e, de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.

PARA QUE PRECISAS DE MILAGRES? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás! Procura-me dentro... Aí é que estarei sempre batendo DENTRO DE TI!

Meu pai em trajes de gala, lindo!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Filosofia Oriental e Acupuntura

Este texto foi escrito por um profissional que respeito muito, não só pelo conhecimento que tem nesta área, mas fundamentalmente pelo respeito ao ser humano. O Dr. Ronaldo Blotta, ao meu ver, é um dos grandes facilitadores entre os conceitos de acupuntura e saúde, constrói pontes acessíveis e permanentes para uma vida melhor e equilibrada. 

Fonte: Google


Se você pensa que um oriental procura manter a sua qualidade de vida por conta da filosofia oriental milenar... pode estar certo que sim!

Uma forma é a prática de exercícios físicos como o Tai Chi que provém fluidez energética e mantém uma estreita ligação e interação com o universo ao redor.

A Acupuntura baseada em questões profundamente filosóficas também faz parte desse conceito, ela garante a fluidez energética partindo do principio que você é parte integrante do universo, nessa versão de polaridades similares dos opostos, dos iguais, da lei da atração, Yin e Yang, da observação das leis naturais das marés, dos ventos, do calor, do frio, enfim toda interação perfeita e abençoada pela mãe natureza.

O que não fazemos é respeitar a filosofia dessa técnica e sempre procuramos fazer uma sessão de acupuntura quando estamos doentes de algo físico. Esse conceito superficial, sabendo que somos frutos da interação e integração concreta do macro-cosmo em nossa vida é errado. Somos o micro-cosmo dentro desse macro-cosmo que nos une em movimento integral com a natureza.

Afinal quando a natureza é atacada por algum desastre ecológico ela demora um tempo para se recuperar e hoje em dia ajudamos a natureza com técnicas de recuperação ambiental. Quando do sofremos um dano estrutural de qualquer etiologia em nosso corpo sofremos uma tragédia ambiental interna, uma desordem, uma avalanche descontrolada de caráter energético. Nesse momento tentamos internamente corrigir tudo que foi sofrido com a homeostase que é uma forma de auto-cura, com ela tentamos corrigir de forma equilibrada o balanço e a interação do nosso corpo com o meio ambiente mudando padrões orgânicos de temperatura, balanço hídrico, hormonal, etc.

Com a prática de uma Acupuntura baseada nos conceitos filosóficos da energia, ajudamos muito nosso corpo para recuperar o equilíbrio fisio-energético.

A visão no meu ver é sempre filosófica! Tanto no conceito como na pratica, evitar ou fechar os olhos para a filosofia e conceito é não enxergar os danos que estão sendo causados por esse desequilíbrio ou até mesmo não ver o futuro sombrio que nos espreita deixando que a doença energética se aprofunde silenticamente em nosso corpo.

É imperativo e importante que a Acupuntura que queremos ou iremos procurar seja sempre baseada nesses princípios de origem, que respeitem a lei da energia em primeiro plano, que respeite as queixas energéticas que os grandes sábios Hua To e Su Wen, dessa nobre arte, nos deram de forma traduzida em seus escritos e livros.

Sabemos que filosofia e acupuntura se deslocam entre si, dançam e se entrelaçam, se interagem de forma tão perfeita que o conceito:  “a base é primordial para a pratica” fica solidificado durante a sessão e que desrespeitar esse conceito e sua filosofia é falta grave do profissional!

Ronaldo Blotta
Academia Bras. de Acupuntura
2.000/2.007

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O tempo e o infinito


Ontem fui visitar meu pai na cidade onde mora, fica a pouco mais de 200 km da minha casa, saímos pela manhã, e eu após uma noite mal dormida, acordei com areia nos olhos, típico de quem dormiu tarde e acordou cedo, fiquei aguardando a chegada do filho que foi para a balada e que eu “abalada” de preocupação fico assistindo filme e passeando pela net. To acostumando já.

Sou a que mora mais perto dele, e confesso não ser tão assídua nas visitas quanto gostaria de ser, vou melhorar isso!

Enquanto a estrada aparecia pela frente, vinham também memórias interessantes. Viajar é a palavra que define minha infância e adolescência, incontáveis vezes colocamos malas, cachorro, lanches e brinquedos  bem acomodados no bagageiro para sair por aí a fora.

O banco de trás era dividido milimetricamente pela metade, minha irmã e eu nesta época éramos peritas em distrair nosso pai com as brigas, tudo era motivo, o espaço do banco, a janela aberta, as balas que eu insistia em comer a mais do que ela (rsrs), e ela a soltar o choro com toda a força dos pulmões!

Com nossa mãe viajava uma colher de pau, e quando a coisa ficava difícil ela voava aquela colher para todo lado, para cima e para baixo, em ziguezague e azar de quem estivesse no lugar errado e na hora errada, a idéia não era acertar, mas de vez em quando ela pegava em cheio... E entre sustos e risos tudo se acalmava.

Fonte: Google
Eu sorri, mas meu o coração chorou. Quanta saudade meu Deus! Coloquei os óculos escuros rápido, pensamentos são flechas velozes.

Estou indo visitar meu pai, ele fará 83 anos no próximo dia 6 e neste dia não estaremos juntos, ele resolveu viajar. Ok ele pode o que quiser.

O dia esta bonito na serra, que cheiro bom este de mato com estrada, do tipo que fica melhor com sol, a infância veio e voltou, o riso e o choro se alternaram e a máquina do tempo esteve ali, comigo dentro.

Chegamos para o almoço, a porta aberta traz o sentimento bom de estar sendo esperada, só na casa dos pais sentimos isso, esta volta ao que sempre foi, mesmo já tendo percorrido tanto, transforma o momento presente em algo infinito, não há como explicar o passo a passo, voltamos aos cinco, aos dez, aos trinta e tudo se junta no abraço que permanece o mesmo 47 anos depois.

O almoço está delicioso, conversamos amenidades, meu marido e ele falam de futebol, do tempo, eu e a esposa dele trocamos receitas, tudo junto em conversas cruzadas, é assim mesmo, e todo mundo se entende.

Ficamos na mesa eu e meu pai falando sobre Deus, religiões, bíblia, internet, papo bom de entendimento, de algumas coisas discordo, outras deixo como estão e outras concordo plenamente, os minutos correram! Sim, apressou-se, tenho certeza!

Aviso que precisamos ir e ele busca um DVD de tangos, sabe que eu gosto, e fala:

- Para ti filha!

Voltei no tempo novamente, no dia em que ele e minha mãe dançavam um tango, na verdade ganharam um concurso, e a máquina fechou-se novamente comigo dentro! Outra vez a saudades arremessou sua flecha e me acertou em cheio! Fui mais corajosa desta vez, segurei o choro legal, quantos músculos serão necessários para isso? Devem ser muitos, por que doeram de verdade.

Respondi com um sorriso:

- Que lindo pai! Este eu não tenho, vou adorar com certeza! Obrigada!

Ele está sorrindo, talvez tenha lembrado este dia também, milésimos de segundos passaram e o abracei novamente, olho no olho seria difícil agora.
Despedimos-nos, agradeci o almoço, outro beijo e abraço e as recomendações de sempre:

- Boa viagem, não corre na estrada e liga quando chegar tá?

- Ta bom pai! Pode deixar!

Começo então a caminhada pelo corredor de saída.

- Filha!

Viro para trás e o vejo com um sorriso largo a estampar seu rosto.

- Foi muito bom conversar contigo!

Sorri também ao responder:

- Eu também adorei pai!

Apertei o botão imaginário da minha máquina, temos este poder, congelei esta frase com este sorriso,  acomodei o coração de mansinho, bem devagar, para apenas registrar o que foi sentido.

Aprendi algumas coisas de março para cá, e uma delas foi a de valorizar os momentos de afeto com toda minha força, entendi que quero tudo! Quero o olhar, a palavra o abraço e o DVD, quero o futuro e quero o agora, minha máquina do tempo tem um arco e uma flecha dentro, elas são minhas e as uso o quanto puder sempre que quiser.

O tempo é o senhor, é ele quem manda e apesar de viver o tempo como se ele fosse infinito, descobri que ele é infinito sim, mas apenas enquanto guardar o que amo, por que estarão sempre lá, descobri que o tempo é contraditório também, pois ele acaba quando queremos que ele fique!

Estamos na estrada novamente, a vida segue e é preciso fazer o caminho de volta.

Vivemos o tempo como se ele fosse infinito, e para mim certamente este momento, será!

Te  amo pai! (Apertei novamente o botão Congela, bem na parte do meu sorriso!)




Bendito o tempo e o infinito!

PS: Esta frase era de um poema falado em uma novela.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Gentileza gera...



Quase que dando continuidade ao post anterior, ando realmente me perguntando sobre qual nosso papel neste mundão de Deus!

Não escrevi semana passada, pois estive envolvida em um projeto que esteve e ainda está utilizando quase todos os meus neurônios até mesmo quando durmo, mas definitivamente está difícil não comentar algumas coisas que aparecem gritantes ao meu entender.

Alguns dias atrás houve em Curitiba a “marcha das vadias” comentei em uma rede social a incoerência deste protesto onde a mulher desfila nua para reivindicar respeito, acho isso contraditório, já que por definição de sociedade devemos respeitar as pessoas, caminhar nua com o corpo pintado para pedir respeito não parece atender este conceito mas...

Daí ligo a televisão e assisto um ditador dizimar seu povo, matando civis por que não quer sair do cargo vitalício de boa vida, ninguém consegue fazer nada por que dois países sempre votam contra qualquer tipo de sanção para dar fim a isso, e as pessoas continuam morrendo.

A policia mais do que nunca está matando primeiro para perguntar depois, foram-se deste mundo dois jovens em situações idênticas, assassinados pela policia.

Um jovem entra no cinema, atira e mata mais de dez pessoas, fere mais de cinqüenta e deixa no seu apartamento várias bombas prontas para explodir.

Nossos políticos então, nem vou comentar, que país para produzir corruptos! Que vergonha tenho disso!

Sério, estou me perguntando onde eu estava antes de 2012, por que não me lembro de ter presenciado nem sentido tantas variações emocionais como agora e já entendi que este é um sentimento comum pela reação das pessoas do post anterior, mas é também um movimento meu, interno, revolucionário e sem volta, será que este ano trouxe algum kit extra de percepções? Ou está tudo mesmo permeado de maldade, descontrole, as pessoas apertaram o “F” para o correto, para a gentileza para a educação. Que é isso?

A loucura está solta pelo mundo, e está forte, veio junto com a insanidade, na verdade acho que é uma gangue, do tipo:”Vamos acabar com tudo!” E estão por aí! Nas ruas, passando por nós pelas calçadas, comendo nos mesmos restaurantes, comprando nas mesmas lojas, podem ser até mesmo nossos vizinhos. Quem duvida?

O que aconteceu com as pessoas? Nosso ponto crítico ficou tão bombardeado de noticias tristes que estamos como o sapo dentro da panela que não percebe a água ferver, faz tempo que não vejo histórias bem contadas de alguém que superou algo difícil, de alguém que tenha resolvido algum problema comunitário ou que tenha feito algo bacana por outra pessoa, se alguém souber, por favor me conte!

Estou inconformada com isso, mas o que fazer? Os bandidos são muitos e são fortes, estão armados de canetas e revólveres e eu sou apenas uma! Apenas uma!!

Ou não!

Buscando um alento para as minhas lamentações (rsrsrs), lembrei de uma técnica que utilizo muito no consultório, que é assim: Quando o quadro vigente é muito amplo, muito intenso, sempre volto ao começo de tudo, busco informações do nascimento, infância, adolescência e esta viagem sempre me dá recursos para resolver algumas dificuldades do presente. E lembrei que sempre fui uma criança risonha (ai, que saudades de mim!)

É o que estou fazendo, comigo mesma e com os que me cercam, já explico.

Muitas vezes pequenas atitudes transformam o dia e a vida das pessoas, possivelmente uma pequena gentileza feita por você ao dar um “bom dia”, dar a vez no transito, surpreender um desconhecido com um elogio, dizer “obrigada” ao garçom, pequenos gestos, pequenas bondades, não só com os amigos, mas com o desconhecido mesmo, com aquele que você não conhece, com aquele que provavelmente nunca mais você vai ver.

Estes gestos tem poderes incríveis! Surpreendentes e geram uma cadeia inimaginável de respostas positivas, e é esta a nossa reação contra o mal!

É praticamente impossível alguém ficar indiferente a um sorriso, mesmo que não demonstre, ele sempre traz luz, sempre provoca um sentimento bom, atravessa facilmente qualquer barreira, isso deve ser uma escolha interna, uma escolha pessoal que vai sobressair a qualquer movimento emocional que esteja passando, é a lei da ação e reação. Ela existe, garanto!

Alguém já disse: “Para que o mal vença, basta que os bons não façam nada”.

Vou fazer a minha parte, isso não quer dizer que estou entrando em um surto de “Pollyana”, e nem que vou sair por aí dando abraços e sorrisos indiscriminados feito uma lelé, mas quer dizer que estou disposta a tentar alguma coisa para tirar esta murrinha de inconformismo que tanto tem me inquietado.

E então ta a fim?

Por que de uma coisa eu sei: “Gentileza gera...

Beijo carinhoso

Cris.